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Eletromobilidade no Brasil: um breve panorama

Um modelo de cidade sustentável passa, principalmente, por questões que envolvem energia limpa e eletromobilidade eficiente. Saiba mais

27/05/2019


 

O desenvolvimento sustentável é uma busca que certamente vai alterar a maneira como nos locomovemos no futuro. Uma gestão mais eficaz e estratégica dos recursos energético pode fazer a diferença nas áreas urbanas, onde mais de 50% da população mundial vive. Nesse contexto, um modelo de cidade sustentável passa, principalmente, por questões que envolvem energia limpa e eletromobilidade eficiente.

Veículos movidos por combustível fóssil emitem cerca de 20kg de dióxido de carbono a cada 100km. Carros elétricos, por sua vez, não emitem nenhum gás poluente. O impacto ambiental da fabricação desses veículos também é menor, incluindo extração de matérias-primas e fabricação de componentes. Se a energia utilizada para carregar o carro também for limpa, o cenário é ainda mais sustentável.

Como viabilizar as iniciativas em eletromobilidade?

A partir destes dois eixos – eletromobilidade e energia limpa –, é possível obter uma resposta eficiente a problemas como a poluição e emissão de gases de efeito estufa, grandes vilões do processo de aquecimento global.

As tecnologias disponíveis já seriam capazes de suprir essas demandas? Como colocá-las em prática? O relatório Electric Vehicles for Smarter Cities: The Future of Energy and Mobility, do Fórum Econômico Mundial, aponta a necessidade de integrar a descentralização da geração de energia e a eletromobilidade. Nesse cenário, as redes inteligentes teriam o decisivo papel de servir de base e de sistematizar os serviços urbanos.

De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial, três grandes linhas de ação poderiam ser adotadas:

• Abordagem específica para o mercado, com uma colaboração que integre governantes, urbanistas, companhias de energia e de serviços de mobilidade e os fabricantes de veículos;
• Ênfase no transporte público movido por energia elétrica, incluindo, além de ônibus, táxis e demais veículos compartilhados;
• Infraestrutura de estações de recarga pública, com pontos fixos para suprir a demanda de carregamento de veículos elétricos.

O relatório, publicado no início de 2018, indica que, embora essas medidas sejam gerais e aplicáveis a qualquer contexto urbano, cidades diferentes precisam de soluções individuais. 

Regulamentação de estações de carga

Como a maior parte da energia gerada no Brasil é proveniente de fontes limpas, o crescimento da frota de veículos elétricos no país é ainda mais benéfica ao meio ambiente. Em junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a regulamentação sobre a recarga de veículos elétricos no país.

A ANEEL optou por uma regulação mínima, evitando a interferência da atividade nos processos tarifários quando o serviço for prestado por distribuidora. O objetivo da decisão foi reduzir a incerteza aos potenciais investidores do segmento, eliminando eventuais barreiras para o desenvolvimento do mercado.

A Agência estima que, nos próximos dez anos, a propulsão elétrica alcance um status relevante no Brasil, com o mercado em expansão. A regulamentação aprovada permite “a qualquer interessado a realização de atividades de recarga de veículos elétricos, inclusive para fins de exploração comercial a preços livremente negociados, a chamada recarga pública”. O formulário eletrônico para o registro de estações de recarga de veículos elétricos já está disponível.

Sistema de veículos elétricos compartilhados

O Centro de Pesquisa em Mobilidade Elétrica, criado pela Enel em parceria com a Universidade de Fortaleza (Unifor) e com a Prefeitura da capital cearense, foi criado com o objetivo de ser um laboratório em eletromobilidade e energia limpa. O Centro pretende investigar o impacto econômico e socioambiental que a tecnologia pode ter nas cidades brasileiras.

As pesquisas do Centro, além de avaliar as mudanças na qualidade de vida das pessoas que utilizam o sistema, têm como objetivo mensurar os benefícios para o meio ambiente. A iniciativa é responsável, ainda, por implementar e gerir o primeiro sistema de veículos elétricos compartilhados do Brasil, com uma frota de 20 carros e 12 estações de carga. Nesse sistema, os usuários se cadastram no aplicativo Vamo e, mediante pagamento, podem utilizar o veículo para a realização de trajetos dentro da cidade de Fortaleza. A autonomia de cada veículo é de até 300km.

Para o consumidor, além de contribuir com um futuro mais limpo, as iniciativas em eletromobilidade podem representar, ainda, economia. É possível, por exemplo, otimizar o carregamento com a opção por horários em que a energia é mais barata. Com um maior número de estações de carga, a autonomia dos veículos elétricos deixa de ser uma preocupação e passa a ser um vislumbre para uma sociedade mais sustentável.

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