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Fabricação de hidrômetros: a capacidade de reinventar uma indústria

A fabricação do novo produto exigiu meses em pesquisas e testes. A carcaça do aparelho era fabricada com uma máquina de fundição injetada, a primeira a chegar em Minas Gerais.

22/08/2017


Ainda que modestamente, o negócio da Nansen prosperava no início da década de 1930. À época, o então prefeito de Belo Horizonte, Otacílio Negrão de Lima, era conhecido por gostar de percorrer as ruas da cidade e observar seu crescimento. Ao visitar a fábrica da Nansen, ficou impressionado com o profissionalismo encontrado. O prefeito, então fez a seguinte proposta ao dono da empresa: a fabricação de dez mil hidrômetros para serem utilizados na capital mineira. O sistema de medição de água da cidade não era organizado, e os poucos hidrômetros instalados eram importados.

Para atender à nova demanda - muitas unidades de um produto que não constava em seu portfólio - a Nansen precisava de investimentos. O dr. Nansen não se intimidou com a proposta, e a fábrica foi reestruturada em um novo terreno. A prefeitura antecipou parte do pagamento referente à compra de hidrômetros e auxiliou com benefícios fiscais. O investimento público era parte de um plano maior, que visava o início do processo de recuperação do estado, após anos de recessão, e pautado em esforços conjugados entre poder público e iniciativa privada.

A fabricação do novo produto exigiu meses em pesquisas e testes. A carcaça do aparelho era fabricada com uma máquina de fundição injetada, a primeira a chegar em Minas Gerais. Marcada pela inovação, a Nansen substituía instrumentos de precisão importados com qualidade e preços atraentes. Fora do eixo Rio - São Paulo, a fábrica trazia instalações e maquinários modernos para a jovem Belo Horizonte. Instalada no bairro Barro Preto, logo a fábrica tinha capacidade para produzir 40 mil hidrômetros anualmente, quantidade suficiente para atender todo o Brasil.